Famílias disfuncionais, eis um dos sinais!
O Jornal Batista
Reflexão baseada em II Timóteo 3.1-4, destacando a ausência de afeto natural e a disfuncionalidade familiar como sinais dos últimos dias, além da necessidade de restauração das famílias em Cristo.
Quando se fala sobre sinais dos últimos dias, isso mexe com o interesse das pessoas. Uma mescla de medo, atenção e expectativa atinge o imaginário.
Logo se pensa em guerras, fomes, terremotos, perseguição, falsos líderes religiosos, escândalos, grande tribulação e sinais miraculosos, como descrito em Mateus 24.
Esses sinais são factuais, mas parecem ficar velados outros sinais por não ganharem projeção e serem aceitos com certa naturalidade, como o egoísmo, a avareza, a presunção, a arrogância, a desobediência aos pais, a ingratidão, a ausência de afeto, a calúnia, a falta de domínio próprio, a crueldade, a traição e o hedonismo, como descritos em II Timóteo 3.1-4.
Esses fenômenos sobrevirão nos últimos dias, dizem as Escrituras, mas quero chamar a atenção do estimado leitor a um desses sinais: a ausência de afeto natural.
Temos contemplado um cenário de famílias disfuncionais, doentes e problemáticas, fora e dentro das igrejas. Famílias em que os relacionamentos estão quebrados, vidas destroçadas, com escassez de diálogo, desrespeito mútuo, autoridade dos pais minada, filhos revoltados.
Escrevo este texto com o coração pesado, pois, ao contemplar tal cenário, sou tomada por uma profunda tristeza devido a essa realidade e às mentes cauterizadas que não conseguem enxergar.
Famílias doentes, sociedade doente. Famílias cristãs doentes, igreja doente.
Esse é o resultado!
Sem falar que essa disfuncionalidade familiar, nessa grande proporção, é um dos sinais dos últimos dias.
Pois é, às vezes, não nos damos conta deste sinal e atentamos só para aquele de grande projeção midiática.
No texto de II Timóteo 3.3, a Nova Tradução Internacional é a tradução que mais se aproxima do texto grego quando diz: “sem amor pela família”.
O termo grego astorgos (ἄστοργος), que significa “desafeiçoado”, é relativo à falta de amor às pessoas da própria família, alguém que não demonstra afeto.
E eis um dos sinais: famílias disfuncionais!
A falta de amor e de afeto tem sido uma realidade nas famílias, inclusive no nosso meio.
O nosso Deus, na Sua infinita sabedoria e presciência, já sabia que isso nos sobreviria.
Contudo, esforcemo-nos para fazer parte de um remanescente que tem uma família ajustada, saudável e regida pelos princípios e valores da Palavra de Deus.
Que a nossa família leve o remédio para as famílias enfermas e que estas entendam que em Cristo há restauração, transformação e salvação.
E, se a nossa família está doente, que possamos colocar ordem em nossa casa, antes que venha o dia do Senhor.
Famílias disfuncionais, eis um dos sinais.